Crónica ao apuramento de Portugal para o Europeu

Mundo do Andebol

O sucesso desta seleção veio para ficar

"Escrevo esta crónica pois, enquanto português sinto a obrigação de louvar o facto de o andebol em Portugal estar cada vez melhor. Primeiro aspeto é, como conseguir levar uma seleção que,há  3 anos atrás não conseguia o apuramento para uma fase final de uma prova? 

Em primeiro lugar, acho muito importante o facto de luso-cubanos terem vindo jogar para Portugal, como é o caso de 3 dos nossos pivôs: Daymaro Salina, Alexis Borges e Victor Iturriza. A grande estatura e porte físico que estes jogadores têm, permite uma consistência defensiva que é um fator no meu ponto de vista muito importante no andebol. Todas as grandes seleções têm que defender bem e, Portugal nesse aspeto, acho que está muito bem servido.

Em segundo, é de louvar o excelente trabalho que o selecionador nacional Paulo Jorge Pereira tem feito na seleção nacional. É certo que, uma das maiores "armas" que neste momento a seleção usa no seu ataque, o 7x6 foi implementado por Magnus Anderson no FC Porto. Este facto de mais de 50% dos jogadores da seleção nacional, ajuda no bom rendimento e, por jogarem juntos durante uma temporada, é no meu ponto de vista muitíssimo importante. Mas, voltando ao selecionador nacional, a agregação dos jovens nas convocatórias (falo do Cavalcanti, Diogo Valério, Leonel Fernandes etc) é um ato muito interessante pois, sente-se que de certo modo  que o futuro está a ser trabalhado. A dinâmica quer defensiva e ofensiva de Portugal é muito boa, o que se pode comprovar nos resultados mais recentes.

Agora, falaremos um pouco do facto de a seleção nacional ter perdido um dos jogadores mais importantes, Alfredo Quintana.

Como sabemos, Alfredo Quintana faleceu este ano. Um dos maiores guarda-redes de sempre da seleção nacional, um atleta fabuloso e um pilar importantíssimo. Perder uma vida nunca é bom e, principalmente de um jovem como Quintana era.  32 anos é uma idade onde, como guarda-redes, poderia jogar durante mais 8 a 10 anos e, ajudar à integração de jovens guarda-redes como o caso do Gustavo Capdeville, Manuel Gaspar, Diogo Valério entre outros. Como sempre me ensinaram, aprender com os melhores é meio caminho andado para ter sucesso.

Por outro, um bom guarda-redes é uma posição que decide muitas coisas nos jogos. Se formos ver, as maiores seleções do mundo, têm dos melhores guarda-redes que há (Dinamarca- Niklas Landin, Espanha- Perez de Vargas e Rodrigo Corales, França- Vincent Gerard entre outros). Com isto, não quero desmerecer os atuais guarda-redes mas, por um lado, Humberto Gomes é um veterano de 43 anos (embora na minha opinião não pareça) que, muitas alegrias tem dado a Portugal. Mas, provavelmente breve deixará o andebol e, Capdeville e Manuel Gaspar são muito novos. Acho que, o Quintana era um guarda-redes que estava na idade ideal para a seleção, por não ser muito novo nem muito "velho" (se me faço entender). A seleção continuará o bom caminho e, os atuais guarda-redes têm mostrado que querem deixar marca nesta grande seleção que, seguramente nos deixará de pé a aplaudir os feitos históricos que queremos alcançaram.  

Como diz Paulo Pereira, "vamos exigir sempre mais" pois, esta seleção terá sempre mais para dar. Embora os jogos não corram sempre às "mil maravilhas", Portugal nunca pode baixar os braços e tem que continuar com a ambição que tem mostrado até ao momento. Os jogos Olímpicos (próxima competição) será uma tarefa difícil mas, como diz o selecionador nacional " Nos jogos Olímpicos vamos tentar uma medalha.  É uma coisa louca, mas vamos continuar a ser malucos, porque somos mais felizes assim".

Gustavo Magalhães


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